quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Reflexões sobre a Interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação
Quando realizei a atividade do enfoque temático n° 5 sobre “Temas Geradores” da Interdisciplina de Didática, fiz a leitura do capítulo que fala sobre “A Dialogicidade – Essência da Educação como prática da Liberdade”, de Paulo Freire. Já conhecia o texto porque tinha realizado esta mesma leitura, juntamente com outros capítulos do livro “Pedagogia do Oprimido” para a realização de atividades da Interdisciplina de Escola, Cultura e Sociedade no semestre V. Porém, desta vez esta leitura juntamente com os estudos sobre os “temas geradores” propostos pela Interdisciplina de Didática me remeteram a um outro olhar trazendo significações relevantes que estão contribuindo para a formação de novos sentidos para a minha prática profissional e para a minha vida pessoal também. Conforme o meu entendimento nas práticas docentes com jovens e adultos, o “tema gerador” provoca e significa o assunto que vai gerar o trabalho a desenvolver com os alunos e desta forma permitirá e possibilitará que o educando entenda o contexto que está inserido. Basta refletirmos para constatarmos que os “temas geradores” são infinitos porque o “universo mínimo temático” (Freire) é infinito. Através do trabalho com “temas geradores” na EJA (e em qualquer instituição de ensino), acredito que não podemos repor o conhecimento dos alunos, mas sim propormos novas formas de conhecimento através da experiência de vida destas pessoas que os faz detentores de diversos saberes que adquiriram e os constituíram ao longo de suas vidas. A única forma de propormos trabalhos pelos “temas geradores” é através da dialogicidade “essência da educação como prática da liberdade” (Freire), onde a educação autêntica se faz pela mediatização do mundo, entre professores e alunos “impressionados e desafiados uns aos outros, originando visões ou pontos de vista sobre ele, visões impregnadas de anseios, dúvidas, certezas, esperanças que implicitam temas significativos aos quais se constituirão o conteúdo programático da educação” (Freire). Os “temas geradores” podem surgir, por exemplo, na discussão sobre a segurança, iluminação, emprego, saneamento e saúde da rua ou cidade onde moram. Também podem surgir através de receitas de bolo, informações sobre o seu trabalho, construção de hortas, organização da casa (no caso das donas de casa), enfim, como já disse existe uma infinidade de assuntos do seu cotidiano que podem ser desenvolvidos.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Didática, Planejamento e Avaliação.
O modo como à sociedade encara a palavra profissão mudou e tende a mudar mais ainda. A evolução da tecnologia e das comunicações aumentou e para tal é necessário o aperfeiçoamento contínuo de profissionais, já que estas (tecnologia e comunicações) ordenam inovações, numa economia mais competitiva. As pessoas terão de ser mais eficientes e para isso, trabalhar e estudar mais. Para a organização do trabalho é necessário profissionais que tenham diversas aptidões. Ou que além da sua formação acadêmica, realize estudos através de cursos, numa educação continuada, para entender e poder trabalhar em outras áreas. Essa pressão pela atualização constante em busca de conhecimentos, dá-se devido às novas necessidades do mercado.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
"Qual é o teu entendimento sobre letramento social?? No que ele difere da alfabetização propriamente dita??"
O letramento social é o desenvolvimento da consciência crítica. E infelizmente a alfabetização visa a decifração do código escrito e o ensino dos diversos conteúdos que o sistema educacional impõe. Na verdade, penso que a alfabetização deveria ocorrer como forma de levar os alunos (crianças, jovens e adultos) a organizar reflexivamente seus pensamentos, desenvolvendo sua consciência crítica, introduzindo-se na sociedade num processo de democratização da cultura e da libertação. O que quero dizer é que na alfabetização deveria ocorrer o letramento social e o letramento social deveria ocorrer juntamente com o letramento escolar no ensino fundamental, médio, EJA, ensino superior. Acredito que desta forma teríamos uma sociedade mais justa e de igualdade para todos.
Alfabetização de jovens e adultos
A alfabetização de jovens e adultos deve ser vista e compreendida como um dos vários atos de conhecimentos da vida. Devendo propiciar a reflexão crítica sobre os significados do que se está lendo e escrevendo. Desta forma é possível que os alunos sejam os sujeitos do processo de aprendizagem da leitura e da escrita, através de um projeto, por exemplo, sobre temas que partam dos seus meios de convívio, procurando e investigando. Já que as intenções na procura pela alfabetização nesta fase da vida, além do diploma, é a troca de saberes das diversas áreas sociais em que estas pessoas se encontram.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
EJA
Realmente trabalhar na EJA, como educadora, não parece ser nada fácil. Em primeiro lugar, não podemos pensar que iremos realizar nas aulas o mesmo tipo de trabalho tal qual fizemos com nossos alunos (crianças) nas séries iniciais. Com os jovens e adultos, devemos levar em conta, ainda mais do que com as crianças, todo o conjunto de conhecimentos e saberes que obtiveram no decorrer de suas existências, como também, as suas para analisar e organizar-se criticamente. Também não podemos nos iludir em utilizar “palavras simbólicas” como política, sociedade, igualdade entre outras, e acharmos que estamos realizando um trabalho de letramento e alfabetização de adultos, interativo, proporcionando a criticidade aos alunos, quando na verdade estamos sim, realizando um trabalho de ensino-aprendizagem mecânico. O que percebo com o texto de Regina Hara “Alfabetização de Adultos, ainda um desafio” é que são necessários estudos maiores para a utilização de metodologias coerentes a EJA. Observo que as coisas são bem mais profundas do que havia imaginado.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Libras
Algumas pessoas vêem a surdez como um defeito que deve ser curado e remediado, entre elas, alguns médicos. Outras pessoas ainda acham que os surdos teriam que aprender a falar oralmente, além da língua de sinais, para poderem participar da sociedade. Eu, não concordo, pois acredito que as pessoas surdas podem fazer tudo e considero a língua de sinais plena, sendo capaz de expressar como qualquer outra língua falada. Sei de muitos surdos que ao longo de suas vidas, abandonam a oralidade e ficam usando somente a língua de sinais. Muitos, além de sinalizar na comunicação face a face, escrevem com as mãos, pés, braços e pernas (nos casos de deficientes físicos) para se comunicar com outras pessoas da comunidade surda ou não, através do fax, email, MSN e orkut.
domingo, 27 de setembro de 2009
Letramento, Alfabetização
Concordo com Kleiman, quando cita que Paulo Freire via a alfabetização como uma forma de levar o analfabeto a organizar reflexivamente seu pensamento, desenvolvendo sua consciência crítica, introduzindo-se na sociedade num processo de democratização da cultura e da libertação. Compreendo que da forma como Freire colocava que deveria ocorrer a alfabetização, automaticamente estaria ocorrendo, o letramento social que é o desenvolvimento da consciência crítica. Acredito que desta forma teríamos uma sociedade mais justa e de igualdade para todos. Concordo também ser um fato preocupante o crescimento da marginalização de grupos sociais que não conhecem a escrita, mas penso também ser preocupante em nosso país, as pessoas alfabetizadas e o crescimento de grupos sociais alfabetizados, que não tiveram o letramento social, apenas aprenderam o tipo de letramento escolar.
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