terça-feira, 13 de outubro de 2009
Didática, Planejamento e Avaliação.
O modo como à sociedade encara a palavra profissão mudou e tende a mudar mais ainda. A evolução da tecnologia e das comunicações aumentou e para tal é necessário o aperfeiçoamento contínuo de profissionais, já que estas (tecnologia e comunicações) ordenam inovações, numa economia mais competitiva. As pessoas terão de ser mais eficientes e para isso, trabalhar e estudar mais. Para a organização do trabalho é necessário profissionais que tenham diversas aptidões. Ou que além da sua formação acadêmica, realize estudos através de cursos, numa educação continuada, para entender e poder trabalhar em outras áreas. Essa pressão pela atualização constante em busca de conhecimentos, dá-se devido às novas necessidades do mercado.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
"Qual é o teu entendimento sobre letramento social?? No que ele difere da alfabetização propriamente dita??"
O letramento social é o desenvolvimento da consciência crítica. E infelizmente a alfabetização visa a decifração do código escrito e o ensino dos diversos conteúdos que o sistema educacional impõe. Na verdade, penso que a alfabetização deveria ocorrer como forma de levar os alunos (crianças, jovens e adultos) a organizar reflexivamente seus pensamentos, desenvolvendo sua consciência crítica, introduzindo-se na sociedade num processo de democratização da cultura e da libertação. O que quero dizer é que na alfabetização deveria ocorrer o letramento social e o letramento social deveria ocorrer juntamente com o letramento escolar no ensino fundamental, médio, EJA, ensino superior. Acredito que desta forma teríamos uma sociedade mais justa e de igualdade para todos.
Alfabetização de jovens e adultos
A alfabetização de jovens e adultos deve ser vista e compreendida como um dos vários atos de conhecimentos da vida. Devendo propiciar a reflexão crítica sobre os significados do que se está lendo e escrevendo. Desta forma é possível que os alunos sejam os sujeitos do processo de aprendizagem da leitura e da escrita, através de um projeto, por exemplo, sobre temas que partam dos seus meios de convívio, procurando e investigando. Já que as intenções na procura pela alfabetização nesta fase da vida, além do diploma, é a troca de saberes das diversas áreas sociais em que estas pessoas se encontram.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
EJA
Realmente trabalhar na EJA, como educadora, não parece ser nada fácil. Em primeiro lugar, não podemos pensar que iremos realizar nas aulas o mesmo tipo de trabalho tal qual fizemos com nossos alunos (crianças) nas séries iniciais. Com os jovens e adultos, devemos levar em conta, ainda mais do que com as crianças, todo o conjunto de conhecimentos e saberes que obtiveram no decorrer de suas existências, como também, as suas para analisar e organizar-se criticamente. Também não podemos nos iludir em utilizar “palavras simbólicas” como política, sociedade, igualdade entre outras, e acharmos que estamos realizando um trabalho de letramento e alfabetização de adultos, interativo, proporcionando a criticidade aos alunos, quando na verdade estamos sim, realizando um trabalho de ensino-aprendizagem mecânico. O que percebo com o texto de Regina Hara “Alfabetização de Adultos, ainda um desafio” é que são necessários estudos maiores para a utilização de metodologias coerentes a EJA. Observo que as coisas são bem mais profundas do que havia imaginado.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Libras
Algumas pessoas vêem a surdez como um defeito que deve ser curado e remediado, entre elas, alguns médicos. Outras pessoas ainda acham que os surdos teriam que aprender a falar oralmente, além da língua de sinais, para poderem participar da sociedade. Eu, não concordo, pois acredito que as pessoas surdas podem fazer tudo e considero a língua de sinais plena, sendo capaz de expressar como qualquer outra língua falada. Sei de muitos surdos que ao longo de suas vidas, abandonam a oralidade e ficam usando somente a língua de sinais. Muitos, além de sinalizar na comunicação face a face, escrevem com as mãos, pés, braços e pernas (nos casos de deficientes físicos) para se comunicar com outras pessoas da comunidade surda ou não, através do fax, email, MSN e orkut.
domingo, 27 de setembro de 2009
Letramento, Alfabetização
Concordo com Kleiman, quando cita que Paulo Freire via a alfabetização como uma forma de levar o analfabeto a organizar reflexivamente seu pensamento, desenvolvendo sua consciência crítica, introduzindo-se na sociedade num processo de democratização da cultura e da libertação. Compreendo que da forma como Freire colocava que deveria ocorrer a alfabetização, automaticamente estaria ocorrendo, o letramento social que é o desenvolvimento da consciência crítica. Acredito que desta forma teríamos uma sociedade mais justa e de igualdade para todos. Concordo também ser um fato preocupante o crescimento da marginalização de grupos sociais que não conhecem a escrita, mas penso também ser preocupante em nosso país, as pessoas alfabetizadas e o crescimento de grupos sociais alfabetizados, que não tiveram o letramento social, apenas aprenderam o tipo de letramento escolar.
Letramento escolar e social
Os padrões de ensino que as escolas seguem, ou seja, aquilo que se deve ser ensinado e aprendido, na verdade, são ditados de acordo com regras, necessidades e interesses políticos e econômicos, para atender determinados espaços da sociedade. Por isso, mesmo a escola sendo a mais importante agência de letramento, se restringe a ensinar conteúdos específicos, aos quais os alunos são submetidos à avaliação constante, para medir a quantidade e com que qualidade, aprenderam e armazenaram. Isso tudo com objetivos de promoção escolar.
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