Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II
O texto de Becker, Fernando. Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos. In: Educação e construção do conhecimento. Porto Alegre: Artmed, 2001 me fez refletir sobre que tipo de pedagogia realmente aplicamos até agora com nossos alunos, ou que tipo de pedagogia está sendo aplicada com nossos filhos na escola ou ainda a que tipo de pedagogia fomos submetidos quando estávamos, por exemplo, no ensino fundamental...
Lembrei-me que morria de medo da professora (brava) “diretiva” que exigia silêncio absoluto para “dar a sua aula” que trazia preparada.
Lembrei-me da professora (relapsa) “não-diretiva” onde a aula dela era uma tortura porque eu tinha na maioria das vezes que adivinhar as respostas.
E finalmente lembrei-me da professora (legal, ótima) “relacional” que fazia da aula um encontro maravilhoso, repleto sempre de descobertas e novidades.
As expressões que estão entre parênteses eram as que eu e meus colegas usávamos para descrever as professoras naquela época. Não era por mal, mas era a forma simples de crianças interpretarem as diferentes pedagogias aplicadas.
Felizmente vivemos em outros tempos, onde temos a possibilidade de estudar e melhorar diferentes formas de ensinar e aprender conhecimentos para e com nossos alunos.
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3 comentários:
Simone!
Felizmente temos o privilégio do conhecimento. Somos chamados a mudar imediatemente como professores, evitando a repetição de modelos negativos que vivemos.
Os alunos merecem.
Continue postando tuas descobertas.
Ok.
Benites
Olá Professor!
Essas aulas onde só o professor fala, os alunos ficam quietinhos e passivos, apenas “recebendo” o conhecimento, espero e acredito que não existam mais.
O que observo e constato com algumas colegas, trocando idéias, é que ainda há uma pequena confusão das pedagogias “não-diretivas e da relacional”. O que gera até certo preconceito da comunidade escolar sobre a pedagogia relacional, por falta de uma boa compreensão.
Na pedagogia não-diretiva, o professor é apenas um facilitador da aprendizagem, não questionando e não interferindo ou interferindo apenas se o aluno pedir. A sala de aula tem que ser um local muito rico, convidativo provocando o desejo de o aluno aprender sem a intervenção do professor.
Na pedagogia relacional, existe o questionar e o desafiar. O conhecimento não estará no aluno e nem nas coisas, mas sim na interação. Existe a troca mútua entre aluno e professor.
Por exemplo: ”Uma mãe chega mais cedo à escola para buscar seu filho e a sala de aula está uma bagunça: alunos correndo e gritando; subindo em cima das mesas; fazendo guerras de giz e buchas de papel. Então esta mãe pergunta o que está havendo a professora e esta lhe explica que trabalha com a pedagogia relacional” (exemplo citado pela professora Jaqueline Picceti em aula no pólo).
Então observamos que muitas vezes a resistência de muitos professores em trabalhar com a pedagogia relacional, é justamente esta falsa impressão. Impressão de bagunça e desorganização.
Até mais...
...Pedagogia Relacional é aprender através da interação questionando, desafiando, testando...mas de forma democrática, onde todos podem falar, mas podem ouvir-se também, com respeito mútuo e organização.
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