Tenho grandes expectativas em relação ao estágio e pretendo realizar um bom trabalho juntamente com a minha turma de 3° ano das séries iniciais.
No turno da tarde, durante esta semana, realizei as observações na sala de aula, analisando os trabalhos desenvolvidos pela professora, como também, o rendimento e aprendizagens dos educandos, para então partir para o planejamento do estágio. Já conhecia a maioria destes alunos do ano passado, quando substitui a professora, em algumas ocasiões.
Acredito que todas as interdisciplinas estudadas ao longo deste curso de Pedagogia, nos darão suporte e contribuirão de forma significativa para a construção do planejamento. Mas, em especial as Interdisciplinas de Ciências, Matemática, Estudos Sociais, Linguagem e Didática, trouxeram práticas de atividades para realizar em sala de aula, as estratégias de como contextualizar e ao mesmo tempo, de como abranger as áreas do conhecimento que consideramos necessárias aos alunos.
Ao ler o texto “Arquiteturas Pedagógicas para a educação à distância”, das autoras Carvalho, Nevado e Menezes, observei que nossas aprendizagens durante o curso, foram implementadas e desenvolvidas através de arquiteturas pedagógicas de projetos de aprendizagem, quando realizamos os PAs; de aprendizagem incidente, quando trabalhamos com uma trilha psicanalítica na Interdisciplina de Psicologia no Eixo II; em trabalhos da Interdisciplina de Necessidades Educacionais Especiais, Artes, Música, Representação do mundo pela Matemática e pelas Ciências Naturais, entre outras Interdisciplinas.
E agora chegou a nossa vez de pensarmos e planejarmos ações para aplicarmos com nossos alunos, a partir das arquiteturas pedagógicas, evidenciando as suas características para atingir as competências objetivadas, neste período de estágio.
Mãos a obra!!
sexta-feira, 26 de março de 2010
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Reflexões sobre a Interdisciplina de Libras
Com a realização da atividade de análise sobre o filme “O Garoto Selvagem” tive a oportunidade de acrescentar diversos saberes aos meus conhecimentos sobre a história da educação de surdos na sociedade através dos tempos, o que considero relevante para o meu crescimento profissional.
Ao constatar que Victor de Aveyron (o garoto selvagem) não era surdo, percebi como muitos diagnósticos equivocados afetaram as vidas de surdos e fizeram com que a sociedade formasse opiniões de que surdos seriam incapazes de aprender e de escolarizar-se, e consequentemente de integrar-se ao mercado de trabalho. O garoto selvagem foi internado durante dez anos na Instituição de surdos-mudos de Paris, seus progressos foram limitados, inclusive sobre a aprendizagem da língua de sinais. Pois, possuía outras deficiências, além de autismo que estavam agravados devido ao isolamento que vivera numa floresta durante os primeiros onze anos de sua vida.
Atualmente, apesar de alguns esclarecimentos divulgados pela mídia e por estudiosos sobre a comunidade e cultura surda, ainda persiste a associação de surdez com deficiência mental. Os surdos apenas não ouvem, mas isso não significa que tenham limitações mentais que impeçam a escolarização. Para transformar esta realidade de exclusão ainda presente, seria necessária a inserção nos planos de ensino das instituições educacionais, a interdisciplina de libras que serviria como um espaço onde os alunos surdos poderiam obter e trocar diversas informações e saberes que às vezes se encontram apenas em ambientes ocupados por ouvintes. Como também poderiam ser repensados os conteúdos disciplinares que são desenvolvidos para surdos por ouvintes. Outra idéia relevante seria ter nas escolas professores surdos para que os alunos surdos conseguissem relacionar-se se identificando com um adulto surdo, ao qual poderia espelhar-se como um exemplo a seguir.
Ao constatar que Victor de Aveyron (o garoto selvagem) não era surdo, percebi como muitos diagnósticos equivocados afetaram as vidas de surdos e fizeram com que a sociedade formasse opiniões de que surdos seriam incapazes de aprender e de escolarizar-se, e consequentemente de integrar-se ao mercado de trabalho. O garoto selvagem foi internado durante dez anos na Instituição de surdos-mudos de Paris, seus progressos foram limitados, inclusive sobre a aprendizagem da língua de sinais. Pois, possuía outras deficiências, além de autismo que estavam agravados devido ao isolamento que vivera numa floresta durante os primeiros onze anos de sua vida.
Atualmente, apesar de alguns esclarecimentos divulgados pela mídia e por estudiosos sobre a comunidade e cultura surda, ainda persiste a associação de surdez com deficiência mental. Os surdos apenas não ouvem, mas isso não significa que tenham limitações mentais que impeçam a escolarização. Para transformar esta realidade de exclusão ainda presente, seria necessária a inserção nos planos de ensino das instituições educacionais, a interdisciplina de libras que serviria como um espaço onde os alunos surdos poderiam obter e trocar diversas informações e saberes que às vezes se encontram apenas em ambientes ocupados por ouvintes. Como também poderiam ser repensados os conteúdos disciplinares que são desenvolvidos para surdos por ouvintes. Outra idéia relevante seria ter nas escolas professores surdos para que os alunos surdos conseguissem relacionar-se se identificando com um adulto surdo, ao qual poderia espelhar-se como um exemplo a seguir.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Reflexões sobre a Interdisciplina de Educação de Jovens e Adultos (EJA):
Os estudos sobre o texto de Giroux “Alfabetização e a pedagogia do empowerment” chamaram a minha atenção sobre a alfabetização funcional e crítica respectivamente, na EJA. Compreendo que para esta alfabetização, deveríamos lutar como se luta por um movimento social no presente e no futuro, considerando que para a sua organização e construção seria necessário desenvolver práticas pedagógicas em conjunto com professores e alunos, em torno de visões da comunidade que sejam mais emancipadoras, compreendendo e transformando suas experiências pessoais, mas também reconstituindo suas relações com a sociedade mais ampla. Já no texto de Kohl “Jovens e Adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem” foi significativo para a minha aprendizagem entender melhor sobre o aluno adulto e o aluno jovem no âmbito da EJA. O aluno adulto normalmente é um migrante proveniente de áreas rurais pobres e o aluno jovem, excluído das escolas regulares, por repetência e evasão. Ambos podem ser totalmente analfabetos ou pouco escolarizados porque pararam de estudar pelo motivo de ter de trabalhar muito desde suas infâncias para ajudar nas despesas básicas da casa. Considero que essas duas leituras (em especial) propostas pela Interdisciplina de EJA me proporcionam uma estrutura para a realização do trabalho para a “Mostra de Pôsteres sobre realidade dos contextos de Jovens e adultos”.
Pude perceber na realização das entrevistas que realizei com os alunos da EJA na Escola Felipe Scheffer no dia 04 (quarta-feira). Pois entrevistei um jovem de 21 anos, um senhor de 45 anos e uma senhora de 56 anos e tanto suas características, quanto os motivos pela desistência dos estudos e a procura pela EJA, se enquadraram com as descrições citadas acima da autora Marta Kohl. Também percebi que suas respostas às perguntas do roteiro da entrevista enquadraram-se nas idéias de Giroux, sobre a educação de EJA não dever se esgotar somente numa alfabetização mecânica, com objetivos de ensinar a ler e escrever. Estes alunos procuram mais que isso, eles querem e demonstram em suas falas, o que explicita Giroux em seu texto, o desejo de uma escolarização ampla e de qualidade com atividades contínuas que se preocupe com as suas culturas, preparando-lhes para o mercado de trabalho e propondo-lhes novas formas de conhecimento. Com suas próprias palavras, os educandos entrevistados também me remeteram ao primeiro texto estudado de Jamil Cury “Parecer 11/2000” sobre as “Diretrizes Curriculares Nacionais da EJA”, que tem como funções: reparar, qualificar e equalizar o ensino.
Resolvi realizar esta postagem hoje, porque percebi que foram relevantes minhas reflexões feitas através das leituras propostas na Interdisciplina para a realização desta primeira parte do trabalho de Pôsteres, que foram as entrevistas com alunos da EJA. E acredito que estas mesmas leituras, fóruns e demais atividades elaboradas até o momento, me fornecerão os subsídios necessários para a elaboração do texto e montagem da versão final do trabalho.
Pude perceber na realização das entrevistas que realizei com os alunos da EJA na Escola Felipe Scheffer no dia 04 (quarta-feira). Pois entrevistei um jovem de 21 anos, um senhor de 45 anos e uma senhora de 56 anos e tanto suas características, quanto os motivos pela desistência dos estudos e a procura pela EJA, se enquadraram com as descrições citadas acima da autora Marta Kohl. Também percebi que suas respostas às perguntas do roteiro da entrevista enquadraram-se nas idéias de Giroux, sobre a educação de EJA não dever se esgotar somente numa alfabetização mecânica, com objetivos de ensinar a ler e escrever. Estes alunos procuram mais que isso, eles querem e demonstram em suas falas, o que explicita Giroux em seu texto, o desejo de uma escolarização ampla e de qualidade com atividades contínuas que se preocupe com as suas culturas, preparando-lhes para o mercado de trabalho e propondo-lhes novas formas de conhecimento. Com suas próprias palavras, os educandos entrevistados também me remeteram ao primeiro texto estudado de Jamil Cury “Parecer 11/2000” sobre as “Diretrizes Curriculares Nacionais da EJA”, que tem como funções: reparar, qualificar e equalizar o ensino.
Resolvi realizar esta postagem hoje, porque percebi que foram relevantes minhas reflexões feitas através das leituras propostas na Interdisciplina para a realização desta primeira parte do trabalho de Pôsteres, que foram as entrevistas com alunos da EJA. E acredito que estas mesmas leituras, fóruns e demais atividades elaboradas até o momento, me fornecerão os subsídios necessários para a elaboração do texto e montagem da versão final do trabalho.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Reflexões sobre a Interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação
Quando realizei a atividade do enfoque temático n° 5 sobre “Temas Geradores” da Interdisciplina de Didática, fiz a leitura do capítulo que fala sobre “A Dialogicidade – Essência da Educação como prática da Liberdade”, de Paulo Freire. Já conhecia o texto porque tinha realizado esta mesma leitura, juntamente com outros capítulos do livro “Pedagogia do Oprimido” para a realização de atividades da Interdisciplina de Escola, Cultura e Sociedade no semestre V. Porém, desta vez esta leitura juntamente com os estudos sobre os “temas geradores” propostos pela Interdisciplina de Didática me remeteram a um outro olhar trazendo significações relevantes que estão contribuindo para a formação de novos sentidos para a minha prática profissional e para a minha vida pessoal também. Conforme o meu entendimento nas práticas docentes com jovens e adultos, o “tema gerador” provoca e significa o assunto que vai gerar o trabalho a desenvolver com os alunos e desta forma permitirá e possibilitará que o educando entenda o contexto que está inserido. Basta refletirmos para constatarmos que os “temas geradores” são infinitos porque o “universo mínimo temático” (Freire) é infinito. Através do trabalho com “temas geradores” na EJA (e em qualquer instituição de ensino), acredito que não podemos repor o conhecimento dos alunos, mas sim propormos novas formas de conhecimento através da experiência de vida destas pessoas que os faz detentores de diversos saberes que adquiriram e os constituíram ao longo de suas vidas. A única forma de propormos trabalhos pelos “temas geradores” é através da dialogicidade “essência da educação como prática da liberdade” (Freire), onde a educação autêntica se faz pela mediatização do mundo, entre professores e alunos “impressionados e desafiados uns aos outros, originando visões ou pontos de vista sobre ele, visões impregnadas de anseios, dúvidas, certezas, esperanças que implicitam temas significativos aos quais se constituirão o conteúdo programático da educação” (Freire). Os “temas geradores” podem surgir, por exemplo, na discussão sobre a segurança, iluminação, emprego, saneamento e saúde da rua ou cidade onde moram. Também podem surgir através de receitas de bolo, informações sobre o seu trabalho, construção de hortas, organização da casa (no caso das donas de casa), enfim, como já disse existe uma infinidade de assuntos do seu cotidiano que podem ser desenvolvidos.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Didática, Planejamento e Avaliação.
O modo como à sociedade encara a palavra profissão mudou e tende a mudar mais ainda. A evolução da tecnologia e das comunicações aumentou e para tal é necessário o aperfeiçoamento contínuo de profissionais, já que estas (tecnologia e comunicações) ordenam inovações, numa economia mais competitiva. As pessoas terão de ser mais eficientes e para isso, trabalhar e estudar mais. Para a organização do trabalho é necessário profissionais que tenham diversas aptidões. Ou que além da sua formação acadêmica, realize estudos através de cursos, numa educação continuada, para entender e poder trabalhar em outras áreas. Essa pressão pela atualização constante em busca de conhecimentos, dá-se devido às novas necessidades do mercado.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
"Qual é o teu entendimento sobre letramento social?? No que ele difere da alfabetização propriamente dita??"
O letramento social é o desenvolvimento da consciência crítica. E infelizmente a alfabetização visa a decifração do código escrito e o ensino dos diversos conteúdos que o sistema educacional impõe. Na verdade, penso que a alfabetização deveria ocorrer como forma de levar os alunos (crianças, jovens e adultos) a organizar reflexivamente seus pensamentos, desenvolvendo sua consciência crítica, introduzindo-se na sociedade num processo de democratização da cultura e da libertação. O que quero dizer é que na alfabetização deveria ocorrer o letramento social e o letramento social deveria ocorrer juntamente com o letramento escolar no ensino fundamental, médio, EJA, ensino superior. Acredito que desta forma teríamos uma sociedade mais justa e de igualdade para todos.
Alfabetização de jovens e adultos
A alfabetização de jovens e adultos deve ser vista e compreendida como um dos vários atos de conhecimentos da vida. Devendo propiciar a reflexão crítica sobre os significados do que se está lendo e escrevendo. Desta forma é possível que os alunos sejam os sujeitos do processo de aprendizagem da leitura e da escrita, através de um projeto, por exemplo, sobre temas que partam dos seus meios de convívio, procurando e investigando. Já que as intenções na procura pela alfabetização nesta fase da vida, além do diploma, é a troca de saberes das diversas áreas sociais em que estas pessoas se encontram.
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