quarta-feira, 30 de setembro de 2009

EJA

Realmente trabalhar na EJA, como educadora, não parece ser nada fácil. Em primeiro lugar, não podemos pensar que iremos realizar nas aulas o mesmo tipo de trabalho tal qual fizemos com nossos alunos (crianças) nas séries iniciais. Com os jovens e adultos, devemos levar em conta, ainda mais do que com as crianças, todo o conjunto de conhecimentos e saberes que obtiveram no decorrer de suas existências, como também, as suas para analisar e organizar-se criticamente. Também não podemos nos iludir em utilizar “palavras simbólicas” como política, sociedade, igualdade entre outras, e acharmos que estamos realizando um trabalho de letramento e alfabetização de adultos, interativo, proporcionando a criticidade aos alunos, quando na verdade estamos sim, realizando um trabalho de ensino-aprendizagem mecânico. O que percebo com o texto de Regina Hara “Alfabetização de Adultos, ainda um desafio” é que são necessários estudos maiores para a utilização de metodologias coerentes a EJA. Observo que as coisas são bem mais profundas do que havia imaginado.

Um comentário:

Roberta disse...

Simone!!

Com certeza o modo de alfabetizar adultos não é o mesmo de crianças, eles tem outras bagagens, outras necessidades que devem ser contempladas.

Abraços
Roberta