Com a realização da atividade de análise sobre o filme “O Garoto Selvagem” tive a oportunidade de acrescentar diversos saberes aos meus conhecimentos sobre a história da educação de surdos na sociedade através dos tempos, o que considero relevante para o meu crescimento profissional.
Ao constatar que Victor de Aveyron (o garoto selvagem) não era surdo, percebi como muitos diagnósticos equivocados afetaram as vidas de surdos e fizeram com que a sociedade formasse opiniões de que surdos seriam incapazes de aprender e de escolarizar-se, e consequentemente de integrar-se ao mercado de trabalho. O garoto selvagem foi internado durante dez anos na Instituição de surdos-mudos de Paris, seus progressos foram limitados, inclusive sobre a aprendizagem da língua de sinais. Pois, possuía outras deficiências, além de autismo que estavam agravados devido ao isolamento que vivera numa floresta durante os primeiros onze anos de sua vida.
Atualmente, apesar de alguns esclarecimentos divulgados pela mídia e por estudiosos sobre a comunidade e cultura surda, ainda persiste a associação de surdez com deficiência mental. Os surdos apenas não ouvem, mas isso não significa que tenham limitações mentais que impeçam a escolarização. Para transformar esta realidade de exclusão ainda presente, seria necessária a inserção nos planos de ensino das instituições educacionais, a interdisciplina de libras que serviria como um espaço onde os alunos surdos poderiam obter e trocar diversas informações e saberes que às vezes se encontram apenas em ambientes ocupados por ouvintes. Como também poderiam ser repensados os conteúdos disciplinares que são desenvolvidos para surdos por ouvintes. Outra idéia relevante seria ter nas escolas professores surdos para que os alunos surdos conseguissem relacionar-se se identificando com um adulto surdo, ao qual poderia espelhar-se como um exemplo a seguir.
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Um comentário:
Simone!!
O conhecimento é a melhor arma que podemos ter para lidar com o preconceito e a exclusão de pessoas com necessidades especiais. Pois é através desse conhecimento que iremos aprendendo como entender, como interagir e como entender essas pessoas que são diferentes da gente mas ao mesmo tempo tão parecidas.
Abraços
Roberta
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