domingo, 10 de outubro de 2010

Eixo V – Relacionando com o TCC...

Para contribuir na produção de meu TCC, que trás em discussão as práticas de leitura e escrita apresentadas nas escolas, busquei referenciais teóricos na Interdisciplina de Organização da Escola do Ensino Fundamental. Esta Interdisciplina foi disponibilizada no Semestre V, e as referências mostradas aqui dizem respeito ao texto “O Estado moderno: da gestão patrimonialista à gestão democrática” da autora Neusa Chaves Batista.
Segundo Batista (1988), faz-se urgente que a escola ultrapasse a educação conteudista e repetitiva. Assim sendo, faz-se necessário à ação das gestões democráticas, onde colaboradores, “o coletivo” que forma a escola e as redes da educação, façam valer as decisões para que se tornem soluções.
As idéias da autora Batista citadas acima se relacionam com algumas afirmações de Soares (2003), referencial teórico utilizado em meu TCC, sobre as práticas de escrita na escola. Que incentivam e apóiam modelos de “textos escolares”, como por exemplo, os realizados pelas crianças das classes favorecidas, que apresentam uma escrita voltada para a subjetividade, onde não demonstram conflitos ou reação sobre o tema proposto, com problemas seus que também devem enfrentar em seu dia a dia.
Nestes modelos padronizados de escrita, as produções escritas têm somente a função de aprender a escrever, sem que haja envolvimento emocional. Contrariando as funções da escrita, que são: dizer através da própria palavra, emoções e reações “suas”.

domingo, 3 de outubro de 2010

Eixo IV – relacionando com o TCC...

Buscando referenciais teóricos no semestre IV, para contextualizar neste momento importante de trabalho de autoria do meu TCC, foram relevantes os estudos realizados a cerca do livro “Estudos Sociais, Teoria e Prática” das autoras Aracy do Rego Antunes, Heloisa Fesch Menandro e Tomoko Iyda Paganelli, na Interdisciplina de Estudos Sociais.
Pois, no presente livro tratam-se de temáticas voltadas para a sociedade e a cultura, assuntos abordados em meu trabalho, no que diz respeito às primeiras formações de grupos de indivíduos e dos respectivos processos de socialização, pela formação dos pares e após de grupos cooperativos entre si, que resultaram nas formações das primeiras sociedades.
Sendo que algumas destas se utilizavam da Língua Escrita, através de símbolos e diferentes estruturas de fala e de escrita, para registrarem e expressarem, acontecimentos marcantes, e a sua passagem por determinada época e espaço, fazendo-me constatar as afirmações de Magda Soares em Alfabetização e Letramento, livro de base de estudo principal do TCC, que a leitura e a escrita, embora apresentando necessidades de habilidades distintas para a aprendizagem, através dos tempos, serviram tanto como forma de libertação, como também, como armas de dominação e poder social e cultural.
Para tanto que, as diferentes conceituações de classe social não é uma criação contemporânea, pois em escritos de Aristóteles, estão registrados a sociedade dividida em pobres, miseráveis, ricos, médio ricos e escravos.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Mudanças observadas nas práticas pedagógicas associadas aos 3 eixos anteriores

Durante as minhas práticas pedagógicas no estágio, pude perceber a contribuição das aprendizagens ocorridas nos três primeiros eixos, pois quando realizei as observações que antecederam e se estenderam ao longo deste período, um olhar treinado para registrar situações em sala de aula, levaram-me a constatar as principais necessidades de meus alunos, sendo as das tecnologias de leitura e de escrita. A partir, destas observações, registros e constatações, concluí que a melhor metodologia a ser aplicada, seria a de Projetos de Aprendizagem.
Esta foi uma mudança notável e que surtiu resultados positivos no comportamento dos meus alunos, pois até então as leituras e escritas, decorriam apenas por indicação do professor. E com os PAs, despertou-se o interesse em buscar espontaneamente leituras que iriam responder dúvidas e certezas, ao mesmo tempo, em que registrando as descobertas, produziam seus próprios textos.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Eixo III – relacionando com o TCC...

Ao realizar uma busca em meus materiais impressos de estudos e atividades postadas em meu webfólio, realizadas no Semestre III, deparei-me com o artigo “Infância e Literatura Infantil” de ASBAHR, Melissa Cristina Correa e LAJOLO, Marisa., da Interdisciplina de Literatura Infantil, que lembrou-me sobre reflexões a cerca da maneira individual com que cada leitor descobre, a medida que se envolve, outros fenômenos, transportando-se para um universo imaginário, fazendo parte de outras vidas ou tornando-se outras pessoas.
Relacionando com a tecnologia da leitura, um dos conceitos principais do meu TCC, que exige habilidades próprias para tal, diferentes das habilidades da língua escrita, tratando-se dos inúmeros contos de fadas tradicionais, na maioria, refletem anseios de ascensão social dentre mulheres e pessoas das classes menos favorecidas economicamente, retratando diferentes histórias que compõem as condições difíceis de vida, de situações de carência e pura pobreza, que pela linguagem poética e “colorida”, a mensagem por mais simples que possa ser não é compreendida, nos processos de leitura.
O que é uma pena, pois a leitura é parte fundamental do desenvolvimento do raciocínio lógico e do intelecto, já que o indivíduo que lê e compreende o que está lendo, vai tornar-se uma pessoa articulada, que saberá convencer e persuadir.
Ler é teatrar, é musicalizar e se expressar. Ler a qualquer história, ler os rostos das pessoas, ler nós mesmos, com objetivos de interpretá-los e de nos interpretar também, teorizando e debatendo, discutindo ou apenas colocando em prática, é uma arte, independente do conceito de literatura. Pois, podemos classificar como literatura, desde as histórias de assombração ouvidas em volta das fogueiras, até as algumas linhas rabiscadas em momentos especiais para alguém.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Eixo II, relacionando com o TCC...

Alfabetização e Letramento de Magda Soares, um dos livros que estou lendo para a elaboração de meu TCC, trata da alfabetização e alfabetismo/letramento. Algumas idéias da autora remeteram-me a estudos realizados na Interdisciplina de Fundamentos da Alfabetização, semestre II, sobre alguns métodos de alfabetização, infelizmente ainda aplicados, onde os alunos aprendem a ler as palavras sem a preocupação em entender seus significados e deixando a interpretação e compreensão dos textos para uma segunda etapa.
A alfabetização nada mais é do que o processo de aprendizagem da leitura e escrita. Já o letramento está além do aprendizado da leitura e escrita, sendo a forma como o indivíduo fará o uso do ler e escrever para a sua inserção na cultura, na sua maneira de relacionar-se com as outras pessoas alterando sua forma de viver e sua posição na sociedade.
Conheço várias pessoas que dominam as regras da técnica do ler e escrever, ou seja, são alfabetizadas ou decodificadoras, mas não letradas.
Pesquisando, encontramos artigos e livros de décadas atrás que falam sobre “alfabetização e letramento”, como duas “coisas” com significados distintos, o que comprovamos ainda na atualidade.
Penso que o alfabetizado deveria ser letrado e o letrado alfabetizado, então teríamos o alfabetismo, termo que define, nos países de 1 ª mundo, a capacidade das habilidades de leitura e escrita, que respondam as demandas sociais, proporcionando progresso profissional, promoção da cidadania, mobilidade social, desenvolvimento cognitivo e econômico (Soares, 2003).

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Eixo I, relacionando com o TCC...

Ao definir a pergunta central para o meu TCC (Quais as mudanças que os projetos de aprendizagem provocam na leitura e na escrita?) retomei o meu diário de estágio (Semestre VIII), para analisar os “relatos de fatos”, realizados diariamente, onde descrevia com detalhes um fato especial que me chamara a atenção durante cada aula. Isto me lembrou de alguns estudos realizados na Interdisciplina de Seminário Integrador I, que objetivavam desenvolver e apurar o nosso olhar.
Neste último semestre de curso, para produzir o meu TCC, é fundamental a análise feita em cima dos dados que possuo, registrados a partir do meu olhar, sobre as experiências, que ocorrera no estágio.
Agora percebo com clareza, a importância destes exercícios que treinaram o olhar, para as observações e os registros das várias situações em sala de aula, onde pude constatar se houve ou não, por exemplo, aprendizagens, através da metodologia (PAs) proposta.
Ao desenvolver as primeiras escritas para o TCC, ao ler o livro do autor escolhido e os artigos, também estou diante do registro sob o olhar de uma outra pessoa, cabendo a mim, analisar, concordando ou não.
Bom, com o passar de algum tempo, posso até mudar de opinião, como já mudei sobre outras coisas, mas neste momento, desconfio de tudo que leio e que ouço, pois o ato de registrar puro e simplesmente certo dado, quer seja escrito ou oral, é um grande desafio, talvez superado por poucos. Já que a maioria das pessoas coloca nas suas observações o seu olhar e consequentemente a sua própria forma de registrar, o que acha e entendeu que aconteceu, sendo que nem sempre o que se entende é aquilo que realmente é, comprometendo os dados em si, da pesquisa.
Por tudo isso repito, que olhar, observar e registrar é mesmo um grande desafio e talvez o maior do pesquisador que tem um trabalho de escrita a desenvolver, porque se não há certeza de que vimos o que vimos, mesmo considerando que as certezas são variáveis, os registros não serão fidedignos.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Focalizando as intenções do TCC, referencial teórico, expectativas, etc.

Para o grupo de orientandas, ao qual faço parte, o TCC já iniciou dia 09/08 e para este primeiro encontro, tínhamos que levar a pergunta central, ou seja, a pergunta do TCC elaborada, para discutirmos e tentarmos selecionar os conceitos.
Havia percebido até então, através de reuniões de uni docência, encontros educacionais, trabalho voluntário de monitoramento e da pratica docente no meu estágio, que as principais dificuldades (e por isso os maiores objetivos das séries iniciais) atuais da realidade escolar são a leitura e a escrita. Por isso, gostaria muito que o meu assunto para a formulação da pergunta central, ocorresse em torno destes conceitos, ficando da seguinte forma: É possível que ocorra a leitura e a escrita por prazer na escola?
Imediatamente recebi a orientação que a expressão “por prazer” não estava bem, por que “por prazer” é muito relativo, por depender da opinião individual. Percebendo isso, modifiquei para: Que mudanças a leitura pode provocar na escrita?
Mas, a pergunta ainda não estava boa, e modifiquei novamente para: Quais as mudanças que os projetos de aprendizagem podem provocar na leitura e na escrita?
Da mesma forma, recebi a orientação para “abandonar” tal pergunta, e continuar refletindo e argumentando...
Como o assunto de meu interesse eram os projetos de aprendizagem, que no meu estágio, ficou comprovado que contribuíram, principalmente, para o desenvolvimento da leitura e da escrita dos alunos... Confesso que fiquei um tanto inquieta, porque sempre pensei que para a elaboração do TCC, partiria de um assunto do meu interesse, relacionado com os dados da minha pesquisa, no caso do estágio já realizado.
Bem, mesmo assim resolvi ir em frente, segui conforme as orientações abandonando a pergunta, continuando no arrazoado e prestando muita atenção no problema, propus estas duas perguntas:
No que se diferencia uma prática pedagógica baseada na metodologia de Projetos de Aprendizagem?
Quais as aprendizagens dos alunos, através da prática pedagógica de projetos de aprendizagem?
Pesquisei alguns artigos e registrei em meu pbworks, mas ainda não decidi o autor e o livro porque como não recebi comentário (o prazo desta etapa é até 30/08) se umas destas perguntas servem para o meu TCC, tenho receio de que tenha que modificá-las, novamente.
Estou dedicando-me ao máximo, seguindo a orientação da minha supervisora, em reservar no mínimo 50 minutos por dia para o TCC e minhas expectativas são as de realizar um bom trabalho, onde eu consiga aprender e crescer muito.