Ainda sobre os estudos do texto “Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos” de Becker, Fernando. In: Educação e construção do conhecimento. Porto Alegre: Artmed, 2001 acredito ser a forma de ensino mais apropriada para as diferentes realidades dos alunos e professores nas escolas, a pedagogia relacional. Através dela professores e alunos saem ganhando conhecimentos e aprendizagens.
O professor pode preparar as aulas sobre um determinado conteúdo, trazendo ou sugerindo que os alunos tragam um material para a sala de aula a fim de que desenvolvam pesquisa, façam projetos e apresentem para os colegas as suas dúvidas, incertezas, certezas e as conclusões chegadas. Esses materiais podem ser livros, revistas, jornais, internet e entrevistas sobre o assunto feita pelos próprios alunos. As conclusões dos trabalhos podem ser demonstradas e apresentadas através de teatros, maquetes, slides e cartazes.
“A tendência, nessa sala de aula é a de superar, por um lado, a disciplina policialesca e a figura autoritária do professor que a representa, e, por outro, a de ultrapassar o dogmatismo do conteúdo” (Becker, Fernando. Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos).
A partir de um mesmo conteúdo surgiria uma série de perguntas e as respostas das quais originariam opções para outras perguntas e para mais pesquisa. Da mesma forma também seriam utilizadas as experiências de cada aluno, levando em consideração o seu passado cultural, histórico, social para a construção de um presente e a busca de um futuro melhor.
Seria esta uma forma de construção de aprendizagem e de conhecimentos infinitos sobre os conteúdos que o currículo da escola tem como meta. E essa forma de aprendizagem relacional, digo, de pedagogia relacional tem como objetivo melhorar a nossa formação e a de nossos alunos em cidadãos críticos, questionadores e conscientes da sua importância para a construção do mundo.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
4 comentários:
Simone!
Não consegui postar lá no wiki o meu comentário sobre a análise do Pa que fizeste, faço aqui.
Tua análise está recheada de curiosidades pessoais sobre o tema. Noto que ele despertou em você muito interesse. Assim tua análise ficou um misto de sugestão e crítica de como fazer. O PA não continha muitos elementos para tua análise, sem mapas ou outros questionamentos. Mas te posicionou bem na análise e este olhar é importante e necessário.
Ok.
Parabéns
Benites
Obrigada Professor!!
Fiquei feliz.
Abraços.
Olá Professor Benites!
Realmente este Projeto de Aprendizagem aguçou a minha curiosidade e criticidade no sentido de me interar sobre de que forma o reaproveitamento do lixo pode influenciar no desenvolvimento deste município, Itati.
Apesar de saber do empenho do grupo para realizar o projeto, observei que a pesquisa não responde ao que a pergunta sugere “desenvolvimento”. Esta palavra nos dá um sentido muito amplo, desenvolvimento pode ser: econômico, financeiro, qualidade de vida ou até conscientização da população.
Volto atrás quando disse que todas as certezas poderiam ser resumidas em duas: “O reaproveitamento de lixo gera qualidade de vida” e “A reciclagem gera ou amplia renda”. Constato que a certeza: “O reaproveitamento de lixo gera qualidade de vida”, seria suficiente, pois subentendo que ter uma renda mensal digna que propicie as necessidades, pelo menos básicas de uma família, também faz parte da “qualidade de vida”.
Relendo o meu relatório, esqueci de mencionar que senti falta dos dados obtidos pelo grupo nas entrevistas, pesquisas e saídas de campos: com autoridades locais, Emater, Sema, secretaria da Agricultura, usina de reciclagem, coletadores e depósitos de lixo.
Nestes dados poderia estar contida a resposta para o projeto. Quantas pessoas direta e indiretamente, estão ou estarão inseridas neste projeto de reaproveitamento de lixo? E quantas famílias são ou serão beneficiadas, aumentando a sua renda? Qual o valor? Será em forma de cooperativas, como funciona ou funcionará?
Através da explicitação poder-se-ia constatar se o desenvolvimento de Itati pode ser significativo ou não mediante reaproveitamento do lixo. O grupo poderia ir além, buscando informações de outros municípios que fazem o reaproveitamento e tentar adaptar ou comparar a realidade de Itati.
Enfim, me encantei pela pergunta e vejo um “leque de opções”, para que o grupo tivesse explorado mais, antes de passar para outra questão que trata dos tipos sanguíneo, em minha opinião, menos interessante.
Aguardo retorno, até mais.
Olá Colegas e Professores!
Peço desculpas porque na postagem anterior fiz uma pequena confusão ao citar que o grupo encerrou o projeto reaproveitamento do lixo para iniciar o projeto dos tipos sanguíneos. E foi justamente o contrário, o grupo esgotou a pesquisa sobre os tipos sanguíneos e iniciaram o projeto sobre o “Reaproveitamento do Lixo”.
Nas demais colocações que fiz, sobre a falta de dados informativos das pesquisas e entrevistas, se dão devido ao fato do projeto estar em andamento.
Obrigada a todos e abraços.
Postar um comentário