quinta-feira, 29 de abril de 2010
Perguntas...
É impressionante como as crianças sabem perguntar e como classificam se a pergunta é boa ou não para a pesquisa. Percebi isso na turma, logo após os alunos se dividirem em grupos por interesse.
domingo, 25 de abril de 2010
PAs
Sobre os PAs na sala de aula, constatei esta semana na minha turma, como esta metodologia causa desestabilidade e desacomodação, o que considero fator positivo para o desenvolvimento intelectual. Mesmo ainda em séries iniciais, não é comum aos alunos ter a oportunidade de escolher uma curiosidade particular para estudar, através de pesquisa. Penso que o trabalho com PAs, permite ao aluno adquirir autonomia, pela possibilidade de investigação, interação e cooperação, contribuindo para o seu melhor desempenho nas outras disciplinas, independente dos conteúdos.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Estágio...
Refletindo ainda sobre as arquiteturas pedagógicas, uma coisa é ler o material das autoras e perceber as arquiteturas aplicadas conosco no decorrer do nosso curso, como na trilha da Interdisciplina de Psicologia. Outra coisa é aplicar na sala de aula, já que durante dois semestres desenvolvemos somente PAs, mas não aprendemos a desenvolver arquiteturas pedagógicas para nossos supostos alunos. Eu, particularmente nunca tinha ouvido falar no termo “arquitetura pedagógica” antes do início deste semestre. Até semana passada estava muito angustiada, pois fiz a leitura do texto “Arquiteturas pedagógicas para a educação a distância” inúmeras vezes e só reconhecia a arquitetura de projetos de aprendizagem, estudadas em semestres anteriores. Tamanha foi minha surpresa, ao deparar-me com os trabalhos realizados pelas alunas do Pólo de Alvorada “Atividades Desafiadoras”, me parece que no semestre VII.
Hoje, eu e as colegas Sandra Evaldt e Elizete Borges, nos reunimos para discutir e trocar idéias, sobre os exemplos das colegas de Alvorada e foi bem produtivo. Fiquei encantada, em especial, pelos textos coletivos e pelas atividades desafiadoras do lixo e da planta da casa. Mesmo assim, continuo muito angustiada, por medo de não conseguir cumprir a proposta do estágio, quanto as arquiteturas, diferente do PA que mesmo com as dificuldades da realidade da escola e com os embates devido ao estilo tradicional desta, pelo menos é uma metodologia com a qual trabalhei durante o curso.
Hoje, eu e as colegas Sandra Evaldt e Elizete Borges, nos reunimos para discutir e trocar idéias, sobre os exemplos das colegas de Alvorada e foi bem produtivo. Fiquei encantada, em especial, pelos textos coletivos e pelas atividades desafiadoras do lixo e da planta da casa. Mesmo assim, continuo muito angustiada, por medo de não conseguir cumprir a proposta do estágio, quanto as arquiteturas, diferente do PA que mesmo com as dificuldades da realidade da escola e com os embates devido ao estilo tradicional desta, pelo menos é uma metodologia com a qual trabalhei durante o curso.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Arquiteturas Pedagógicas para o estágio
Ao pensar na principal arquitetura pedagógica para o meu estágio, optei pela “arquitetura de estudo de caso ou resolução de problema”, pelas suas características se adequarem ao desenvolvimento das competências que objetivo aos meus alunos, através dos conteúdos, que pretendo trabalhar.
É muito significativo o suporte telemático evidenciado neste tipo de arquitetura, me proporcionando criar e utilizar um “Blog dos Alunos” para a autoria de casos, um fórum para questionamentos e embates, o uso dos sites já existentes para a pesquisa, os registros das descobertas e o feedback aos alunos.
Todos estes espaços contribuirão para promover o seu reconhecimento e a sua valorização na sua individualidade, estreitamente relacionados aos seus pertencimentos a grupos institucionais distintos, como família, comunidade, culturas, religião etc. Pois, a identidade é um “produto das relações com os outros” (Wallon), ou seja, todo o ser humano está povoado de grupos internos na sua história, que permanecem de forma inconsciente, mas estão presentes quando realizamos uma tarefa ou quando executamos uma ação.
É muito significativo o suporte telemático evidenciado neste tipo de arquitetura, me proporcionando criar e utilizar um “Blog dos Alunos” para a autoria de casos, um fórum para questionamentos e embates, o uso dos sites já existentes para a pesquisa, os registros das descobertas e o feedback aos alunos.
Todos estes espaços contribuirão para promover o seu reconhecimento e a sua valorização na sua individualidade, estreitamente relacionados aos seus pertencimentos a grupos institucionais distintos, como família, comunidade, culturas, religião etc. Pois, a identidade é um “produto das relações com os outros” (Wallon), ou seja, todo o ser humano está povoado de grupos internos na sua história, que permanecem de forma inconsciente, mas estão presentes quando realizamos uma tarefa ou quando executamos uma ação.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Seminário Integrador Eixo VIII ESTÁGIO
Tenho grandes expectativas em relação ao estágio e pretendo realizar um bom trabalho juntamente com a minha turma de 3° ano das séries iniciais.
No turno da tarde, durante esta semana, realizei as observações na sala de aula, analisando os trabalhos desenvolvidos pela professora, como também, o rendimento e aprendizagens dos educandos, para então partir para o planejamento do estágio. Já conhecia a maioria destes alunos do ano passado, quando substitui a professora, em algumas ocasiões.
Acredito que todas as interdisciplinas estudadas ao longo deste curso de Pedagogia, nos darão suporte e contribuirão de forma significativa para a construção do planejamento. Mas, em especial as Interdisciplinas de Ciências, Matemática, Estudos Sociais, Linguagem e Didática, trouxeram práticas de atividades para realizar em sala de aula, as estratégias de como contextualizar e ao mesmo tempo, de como abranger as áreas do conhecimento que consideramos necessárias aos alunos.
Ao ler o texto “Arquiteturas Pedagógicas para a educação à distância”, das autoras Carvalho, Nevado e Menezes, observei que nossas aprendizagens durante o curso, foram implementadas e desenvolvidas através de arquiteturas pedagógicas de projetos de aprendizagem, quando realizamos os PAs; de aprendizagem incidente, quando trabalhamos com uma trilha psicanalítica na Interdisciplina de Psicologia no Eixo II; em trabalhos da Interdisciplina de Necessidades Educacionais Especiais, Artes, Música, Representação do mundo pela Matemática e pelas Ciências Naturais, entre outras Interdisciplinas.
E agora chegou a nossa vez de pensarmos e planejarmos ações para aplicarmos com nossos alunos, a partir das arquiteturas pedagógicas, evidenciando as suas características para atingir as competências objetivadas, neste período de estágio.
Mãos a obra!!
No turno da tarde, durante esta semana, realizei as observações na sala de aula, analisando os trabalhos desenvolvidos pela professora, como também, o rendimento e aprendizagens dos educandos, para então partir para o planejamento do estágio. Já conhecia a maioria destes alunos do ano passado, quando substitui a professora, em algumas ocasiões.
Acredito que todas as interdisciplinas estudadas ao longo deste curso de Pedagogia, nos darão suporte e contribuirão de forma significativa para a construção do planejamento. Mas, em especial as Interdisciplinas de Ciências, Matemática, Estudos Sociais, Linguagem e Didática, trouxeram práticas de atividades para realizar em sala de aula, as estratégias de como contextualizar e ao mesmo tempo, de como abranger as áreas do conhecimento que consideramos necessárias aos alunos.
Ao ler o texto “Arquiteturas Pedagógicas para a educação à distância”, das autoras Carvalho, Nevado e Menezes, observei que nossas aprendizagens durante o curso, foram implementadas e desenvolvidas através de arquiteturas pedagógicas de projetos de aprendizagem, quando realizamos os PAs; de aprendizagem incidente, quando trabalhamos com uma trilha psicanalítica na Interdisciplina de Psicologia no Eixo II; em trabalhos da Interdisciplina de Necessidades Educacionais Especiais, Artes, Música, Representação do mundo pela Matemática e pelas Ciências Naturais, entre outras Interdisciplinas.
E agora chegou a nossa vez de pensarmos e planejarmos ações para aplicarmos com nossos alunos, a partir das arquiteturas pedagógicas, evidenciando as suas características para atingir as competências objetivadas, neste período de estágio.
Mãos a obra!!
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Reflexões sobre a Interdisciplina de Libras
Com a realização da atividade de análise sobre o filme “O Garoto Selvagem” tive a oportunidade de acrescentar diversos saberes aos meus conhecimentos sobre a história da educação de surdos na sociedade através dos tempos, o que considero relevante para o meu crescimento profissional.
Ao constatar que Victor de Aveyron (o garoto selvagem) não era surdo, percebi como muitos diagnósticos equivocados afetaram as vidas de surdos e fizeram com que a sociedade formasse opiniões de que surdos seriam incapazes de aprender e de escolarizar-se, e consequentemente de integrar-se ao mercado de trabalho. O garoto selvagem foi internado durante dez anos na Instituição de surdos-mudos de Paris, seus progressos foram limitados, inclusive sobre a aprendizagem da língua de sinais. Pois, possuía outras deficiências, além de autismo que estavam agravados devido ao isolamento que vivera numa floresta durante os primeiros onze anos de sua vida.
Atualmente, apesar de alguns esclarecimentos divulgados pela mídia e por estudiosos sobre a comunidade e cultura surda, ainda persiste a associação de surdez com deficiência mental. Os surdos apenas não ouvem, mas isso não significa que tenham limitações mentais que impeçam a escolarização. Para transformar esta realidade de exclusão ainda presente, seria necessária a inserção nos planos de ensino das instituições educacionais, a interdisciplina de libras que serviria como um espaço onde os alunos surdos poderiam obter e trocar diversas informações e saberes que às vezes se encontram apenas em ambientes ocupados por ouvintes. Como também poderiam ser repensados os conteúdos disciplinares que são desenvolvidos para surdos por ouvintes. Outra idéia relevante seria ter nas escolas professores surdos para que os alunos surdos conseguissem relacionar-se se identificando com um adulto surdo, ao qual poderia espelhar-se como um exemplo a seguir.
Ao constatar que Victor de Aveyron (o garoto selvagem) não era surdo, percebi como muitos diagnósticos equivocados afetaram as vidas de surdos e fizeram com que a sociedade formasse opiniões de que surdos seriam incapazes de aprender e de escolarizar-se, e consequentemente de integrar-se ao mercado de trabalho. O garoto selvagem foi internado durante dez anos na Instituição de surdos-mudos de Paris, seus progressos foram limitados, inclusive sobre a aprendizagem da língua de sinais. Pois, possuía outras deficiências, além de autismo que estavam agravados devido ao isolamento que vivera numa floresta durante os primeiros onze anos de sua vida.
Atualmente, apesar de alguns esclarecimentos divulgados pela mídia e por estudiosos sobre a comunidade e cultura surda, ainda persiste a associação de surdez com deficiência mental. Os surdos apenas não ouvem, mas isso não significa que tenham limitações mentais que impeçam a escolarização. Para transformar esta realidade de exclusão ainda presente, seria necessária a inserção nos planos de ensino das instituições educacionais, a interdisciplina de libras que serviria como um espaço onde os alunos surdos poderiam obter e trocar diversas informações e saberes que às vezes se encontram apenas em ambientes ocupados por ouvintes. Como também poderiam ser repensados os conteúdos disciplinares que são desenvolvidos para surdos por ouvintes. Outra idéia relevante seria ter nas escolas professores surdos para que os alunos surdos conseguissem relacionar-se se identificando com um adulto surdo, ao qual poderia espelhar-se como um exemplo a seguir.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Reflexões sobre a Interdisciplina de Educação de Jovens e Adultos (EJA):
Os estudos sobre o texto de Giroux “Alfabetização e a pedagogia do empowerment” chamaram a minha atenção sobre a alfabetização funcional e crítica respectivamente, na EJA. Compreendo que para esta alfabetização, deveríamos lutar como se luta por um movimento social no presente e no futuro, considerando que para a sua organização e construção seria necessário desenvolver práticas pedagógicas em conjunto com professores e alunos, em torno de visões da comunidade que sejam mais emancipadoras, compreendendo e transformando suas experiências pessoais, mas também reconstituindo suas relações com a sociedade mais ampla. Já no texto de Kohl “Jovens e Adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem” foi significativo para a minha aprendizagem entender melhor sobre o aluno adulto e o aluno jovem no âmbito da EJA. O aluno adulto normalmente é um migrante proveniente de áreas rurais pobres e o aluno jovem, excluído das escolas regulares, por repetência e evasão. Ambos podem ser totalmente analfabetos ou pouco escolarizados porque pararam de estudar pelo motivo de ter de trabalhar muito desde suas infâncias para ajudar nas despesas básicas da casa. Considero que essas duas leituras (em especial) propostas pela Interdisciplina de EJA me proporcionam uma estrutura para a realização do trabalho para a “Mostra de Pôsteres sobre realidade dos contextos de Jovens e adultos”.
Pude perceber na realização das entrevistas que realizei com os alunos da EJA na Escola Felipe Scheffer no dia 04 (quarta-feira). Pois entrevistei um jovem de 21 anos, um senhor de 45 anos e uma senhora de 56 anos e tanto suas características, quanto os motivos pela desistência dos estudos e a procura pela EJA, se enquadraram com as descrições citadas acima da autora Marta Kohl. Também percebi que suas respostas às perguntas do roteiro da entrevista enquadraram-se nas idéias de Giroux, sobre a educação de EJA não dever se esgotar somente numa alfabetização mecânica, com objetivos de ensinar a ler e escrever. Estes alunos procuram mais que isso, eles querem e demonstram em suas falas, o que explicita Giroux em seu texto, o desejo de uma escolarização ampla e de qualidade com atividades contínuas que se preocupe com as suas culturas, preparando-lhes para o mercado de trabalho e propondo-lhes novas formas de conhecimento. Com suas próprias palavras, os educandos entrevistados também me remeteram ao primeiro texto estudado de Jamil Cury “Parecer 11/2000” sobre as “Diretrizes Curriculares Nacionais da EJA”, que tem como funções: reparar, qualificar e equalizar o ensino.
Resolvi realizar esta postagem hoje, porque percebi que foram relevantes minhas reflexões feitas através das leituras propostas na Interdisciplina para a realização desta primeira parte do trabalho de Pôsteres, que foram as entrevistas com alunos da EJA. E acredito que estas mesmas leituras, fóruns e demais atividades elaboradas até o momento, me fornecerão os subsídios necessários para a elaboração do texto e montagem da versão final do trabalho.
Pude perceber na realização das entrevistas que realizei com os alunos da EJA na Escola Felipe Scheffer no dia 04 (quarta-feira). Pois entrevistei um jovem de 21 anos, um senhor de 45 anos e uma senhora de 56 anos e tanto suas características, quanto os motivos pela desistência dos estudos e a procura pela EJA, se enquadraram com as descrições citadas acima da autora Marta Kohl. Também percebi que suas respostas às perguntas do roteiro da entrevista enquadraram-se nas idéias de Giroux, sobre a educação de EJA não dever se esgotar somente numa alfabetização mecânica, com objetivos de ensinar a ler e escrever. Estes alunos procuram mais que isso, eles querem e demonstram em suas falas, o que explicita Giroux em seu texto, o desejo de uma escolarização ampla e de qualidade com atividades contínuas que se preocupe com as suas culturas, preparando-lhes para o mercado de trabalho e propondo-lhes novas formas de conhecimento. Com suas próprias palavras, os educandos entrevistados também me remeteram ao primeiro texto estudado de Jamil Cury “Parecer 11/2000” sobre as “Diretrizes Curriculares Nacionais da EJA”, que tem como funções: reparar, qualificar e equalizar o ensino.
Resolvi realizar esta postagem hoje, porque percebi que foram relevantes minhas reflexões feitas através das leituras propostas na Interdisciplina para a realização desta primeira parte do trabalho de Pôsteres, que foram as entrevistas com alunos da EJA. E acredito que estas mesmas leituras, fóruns e demais atividades elaboradas até o momento, me fornecerão os subsídios necessários para a elaboração do texto e montagem da versão final do trabalho.
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